Os fatos, muitas vezes, nada mais são do que eventos periféricos, porém verdadeiros, de algo que se quer omitir ou fazer passar como real.
Informação é meramente a declaração de fatos, ações ou divulgações em si, porém, o conhecimento é a interpretação e aprendizado das informações obtidas, com seleção crítica do que devemos absorver.
É, de fato, difícil explicar tão eloquentemente por que mostrar apenas uma parcela da realidade pode ser uma forma de mentira. Para não ser ludibriado por ela, torna-se necessário, como diz o anúncio, ter muito cuidado com a informação que se recebe. Tarefa difícil, evidentemente.
Os meios de comunicação social, particularmente os que influenciam um vasto número de pessoas, “podem limitar-se a não refletir a verdade. O sistema é muito simples: omitir o assunto” diz Ryszard Kapuscinski, autor de "Os cínicos não servem para este ofício. Conversas sobre o bom jornalismo"
Deixo aqui em questão, material de reflexão sobre as realidades e seus parâmetros, talvez até seus níveis. Níveis de realidade. Níveis de verdade.
OBS:
Era o final de 1987 e o início de uma das mais duradouras e premiadas parcerias entre cliente _a Folha_ e agência, a W/Brasil, a terceira maior agência de propaganda do país. O filme "Hitler" ganhou inúmeros prêmios de propaganda em 1988, inclusive o Leão de Ouro no Festival de Cannes, o mais importante de todos. É um dos dois únicos comerciais brasileiros e ibero-americanos na lista dos cem melhores de todos os tempos, publicada em 2000 por Berneci Kanner.
