As eleições vão se aproximando e os ânimos vão ficando cada vez mais à flor da pele, principalmente quando o assunto da mesa de bar é o PT. Temos aqueles que entendem o PT como um partido marcado por políticas assistencialistas, apelidado pelos mais ‘direitosos’ de “bolsa esmola’. Temos os que consideram positivas as mudanças na qualidade de vida depois do partido, mas que se sentem insatisfeitos pelo declínio do governo Dilma. Existem os ‘haters’ que não suportam os “PTralhas” e “corruPTos” "'que destruíram a Petrobras", os que entendem o partido como socialista, os que entendem como social-democrata, os que entendem como direita, e claro, os petistas que vivem maravilhados pelo partido. Ora, mas o que todas essas visões tem em comum? Olhando assim aparentemente nada, mas talvez seja exatamente essa falta de concretude nas diferentes concepções, que nos trace um caminho claro para compreender o que é o Partido dos Trabalhadores.
O PT carece de objetividade no que cerne à sua posição política. O exemplo disso é que o governo Dilma vem reforçando sua aproximação com o PMDB através de alianças já definidas em nove estados do país para as eleições deste ano. Além disso, recentemente tive acesso ao trabalho de um estudante de estatística da USP, com o título de "Há Partidos Políticos no Brasil?", que reunia votos de 75 senadores em 36 decisões do ano de 2012 afim de compreender o que era realmente uma oposição ao governo. Entre gráficos e programas matemáticos, o resultado foi surpreendente; O PT é extremamente coerente nas votações do senado e os demais partidos (com exceção do PSOL, DEM e PSDB), acabam votando junto com PT na maioria das decisões. Ou seja, o PT tem um senado fortíssimo, uma oposição mínima e consegue governar tranquilamente com sua base pelega e suas alianças obscuras.
Além de todo seu aparato armado dentro do aparelho burocrático, o PT conta com um excelente marqueteiro que elegeu seis presidentes na América Latina. João Santana é a personificação da força alienante da propaganda como um dos principais Aparelhos Ideológicos do Estado, de dar inveja à Althusser. E por falar em Aparelho Ideológico, o partido também vem lidando muito bem com a Rede Globo, a presidenta Dilma continua fazendo vistas grossas no que desrespeito às questões de concessão da emissora. De modo, que aquela vaga ideia de ‘lei da mídia e democratização da informação”, mencionada aqui após o exemplo de Cristina Kirchner na argentina, acabou caindo no esquecimento da presidenta.
Diante disso tudo, é fato que para governar o Brasil, o PT se descaracterizou como esquerda e inverteu sua ideologia, tornando-se um partido barrado pela lógica burguesa. E apesar das transformações que trouxe para Brasil, apesar do crescimento da classe média, do sucesso do Bolsa Família, do maior poder de compra do trabalhador, do equilíbrio da inflação e do maior número de jovens nas universidades, o PT falhou em cumprir o seu papel como esquerda. Não quero me parecer distante da realidade do trabalhador, pois compreendo que a vida de algumas pessoas de fato mudou pra melhor nesses seis anos de PT. No entanto, essas transformações apenas expõe as profundas contradições do capitalismo, que é incapaz de conceder o mínimo para que as pessoas sobrevivam. O PT apenas aumentou o nosso poder compra e hoje enquanto alguns podem gastar seus salários em shoppings, fazer viagens de avião e comprar seus aparelhos eletrônicos, continuam sendo explorados de domingo à domingo, sofrendo as violências de um sistema de saúde pública precário, viajando em condições precárias de transporte público para chegar em seus empregos. Enquanto essa mesma classe média se regozija com seus salários, uma parcela permanece paupérrima à linha da miséria, enfrentando seca no nordeste e falta de saneamento básico nas favelas.
A exploração no Brasil segue voraz, a desigualdade grita e o capitalismo permanece selvagem com seus altos investimentos do empresariado, que busca lucrar cada vez mais com os megaeventos. O Partido dos Trabalhadores hoje vive as projeções vermelhas de uma pseudo-esquerda, que preserva imagens e símbolos puramente performáticos de uma bandeira que já não existe, uma bandeira que foi rasgada e pisada pelos traidores da classe trabalhadora. Enquanto sustenta essa imagem de esquerda o partido se constitui mais liberal do que nunca, conciliando as classes e dançando cautelosamente no seu jogo maquiaveliano de poder. Porque poder na verdade, vem sendo o único motivo pela qual o PT permanece firme todos esses anos
O PT carece de objetividade no que cerne à sua posição política. O exemplo disso é que o governo Dilma vem reforçando sua aproximação com o PMDB através de alianças já definidas em nove estados do país para as eleições deste ano. Além disso, recentemente tive acesso ao trabalho de um estudante de estatística da USP, com o título de "Há Partidos Políticos no Brasil?", que reunia votos de 75 senadores em 36 decisões do ano de 2012 afim de compreender o que era realmente uma oposição ao governo. Entre gráficos e programas matemáticos, o resultado foi surpreendente; O PT é extremamente coerente nas votações do senado e os demais partidos (com exceção do PSOL, DEM e PSDB), acabam votando junto com PT na maioria das decisões. Ou seja, o PT tem um senado fortíssimo, uma oposição mínima e consegue governar tranquilamente com sua base pelega e suas alianças obscuras.
Além de todo seu aparato armado dentro do aparelho burocrático, o PT conta com um excelente marqueteiro que elegeu seis presidentes na América Latina. João Santana é a personificação da força alienante da propaganda como um dos principais Aparelhos Ideológicos do Estado, de dar inveja à Althusser. E por falar em Aparelho Ideológico, o partido também vem lidando muito bem com a Rede Globo, a presidenta Dilma continua fazendo vistas grossas no que desrespeito às questões de concessão da emissora. De modo, que aquela vaga ideia de ‘lei da mídia e democratização da informação”, mencionada aqui após o exemplo de Cristina Kirchner na argentina, acabou caindo no esquecimento da presidenta.
Diante disso tudo, é fato que para governar o Brasil, o PT se descaracterizou como esquerda e inverteu sua ideologia, tornando-se um partido barrado pela lógica burguesa. E apesar das transformações que trouxe para Brasil, apesar do crescimento da classe média, do sucesso do Bolsa Família, do maior poder de compra do trabalhador, do equilíbrio da inflação e do maior número de jovens nas universidades, o PT falhou em cumprir o seu papel como esquerda. Não quero me parecer distante da realidade do trabalhador, pois compreendo que a vida de algumas pessoas de fato mudou pra melhor nesses seis anos de PT. No entanto, essas transformações apenas expõe as profundas contradições do capitalismo, que é incapaz de conceder o mínimo para que as pessoas sobrevivam. O PT apenas aumentou o nosso poder compra e hoje enquanto alguns podem gastar seus salários em shoppings, fazer viagens de avião e comprar seus aparelhos eletrônicos, continuam sendo explorados de domingo à domingo, sofrendo as violências de um sistema de saúde pública precário, viajando em condições precárias de transporte público para chegar em seus empregos. Enquanto essa mesma classe média se regozija com seus salários, uma parcela permanece paupérrima à linha da miséria, enfrentando seca no nordeste e falta de saneamento básico nas favelas.
A exploração no Brasil segue voraz, a desigualdade grita e o capitalismo permanece selvagem com seus altos investimentos do empresariado, que busca lucrar cada vez mais com os megaeventos. O Partido dos Trabalhadores hoje vive as projeções vermelhas de uma pseudo-esquerda, que preserva imagens e símbolos puramente performáticos de uma bandeira que já não existe, uma bandeira que foi rasgada e pisada pelos traidores da classe trabalhadora. Enquanto sustenta essa imagem de esquerda o partido se constitui mais liberal do que nunca, conciliando as classes e dançando cautelosamente no seu jogo maquiaveliano de poder. Porque poder na verdade, vem sendo o único motivo pela qual o PT permanece firme todos esses anos
Matheus Ribeiro


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