terça-feira, 11 de março de 2014

Mariel, além de uma questão ideológica.



Temos hoje uma discussão de caráter nacional sobre a "Questão do investimento em Mariel", alguns criticam e fazem um processo de mitificação em torno dos acontecimentos e benefícios que o Brasil desfrutará nessa empreitada de capital.   

O investimento brasileiro em Cuba é do tipo "Project Finest", onde todo o investimento é garantido pelas próprias receitas do porto, ou seja, o risco de calote é quase nulo. Podemos citar também que o porto, além de estar sendo construído com capital brasileiro, está sendo construído também por empresas e materiais brasileiros.

As ZE´s (zonas econômicas) que o governo cubano está adotando em seu território, copiando a economia mista chinesa, estarão lotadas de empresas brasileiras, algumas inclusive já selaram acordos de construção na zona industrial no em torno do porto, que tem mais de 300 quilômetros quadrados. 

O nosso país há tempos pretende ampliar seu raio de influência estratégica na América. Com o porto de Mariel isso será possível, empresas e capital brasileiro (são cerca de 300 empresas brasileiras nessa região) serão os pioneiros a desvendar e explorar o mercado cubano, e ainda aumentarão sua competitividade consideravelmente no mercado internacional, já que, com as obras de modernização e ampliação do Canal do Panamá, o porto de Mariel será um ponto de distribuição de produtos brasileiros e cubanos para o resto do mundo. E, quem sabe futuramente até para os EUA, que provavelmente reverão seus embargos econômicos a Ilha de Fidel.

Costumamos ouvir das pessoas mitos sobre essa temática, como por exemplo o argumento "o Brasil investe dinheiro em Cuba mas não investe no Brasil". Mas a verdade é que não falta dinheiro no BNDES, as secretarias municipais e estaduais simplesmente não conseguem aplicar todos os recursos. O governo do Estado de São Paulo por exemplo, tem 40 bilhões de reais em caixa para projetos, mas o que acontece são impedimentos burocráticos e estruturais que causam um "apagão de projetos". 

Abaixo temos um vídeo de uma entrevista com Thomaz zanotto, que é diretor do Departamento de Relações Internacionais de Comércio da Fiesp falando sobre o assunto: 



 







Postado por Matheus Ramos às 8:56 PM

1 comentários:

Anônimo
Interessante os argumentos porém falhos, primeiramente não se investe em um país pobre que não dará retorno, segundo nosso país está maus da pernas atualizar seus conhecimentos acerca da real situação ao invés de falar bonito melhoraria e muito seus conhecimentos pessoais

Postar um comentário