Temos hoje uma discussão de caráter nacional sobre a "Questão do investimento em Mariel", alguns criticam e fazem um processo de mitificação em torno dos acontecimentos e benefícios que o Brasil desfrutará nessa empreitada de capital.
O investimento brasileiro em Cuba é do tipo "Project Finest", onde todo o investimento é garantido pelas próprias receitas do porto, ou seja, o risco de calote é quase nulo. Podemos citar também que o porto, além de estar sendo construído com capital brasileiro, está sendo construído também por empresas e materiais brasileiros.
As ZE´s (zonas econômicas) que o governo cubano está adotando em seu território, copiando a economia mista chinesa, estarão lotadas de empresas brasileiras, algumas inclusive já selaram acordos de construção na zona industrial no em torno do porto, que tem mais de 300 quilômetros quadrados.
O nosso país há tempos pretende ampliar seu raio de influência estratégica na América. Com o porto de Mariel isso será possível, empresas e capital brasileiro (são cerca de 300 empresas brasileiras nessa região) serão os pioneiros a desvendar e explorar o mercado cubano, e ainda aumentarão sua competitividade consideravelmente no mercado internacional, já que, com as obras de modernização e ampliação do Canal do Panamá, o porto de Mariel será um ponto de distribuição de produtos brasileiros e cubanos para o resto do mundo. E, quem sabe futuramente até para os EUA, que provavelmente reverão seus embargos econômicos a Ilha de Fidel.
Costumamos ouvir das pessoas mitos sobre essa temática, como por exemplo o argumento "o Brasil investe dinheiro em Cuba mas não investe no Brasil". Mas a verdade é que não falta dinheiro no BNDES, as secretarias municipais e estaduais simplesmente não conseguem aplicar todos os recursos. O governo do Estado de São Paulo por exemplo, tem 40 bilhões de reais em caixa para projetos, mas o que acontece são impedimentos burocráticos e estruturais que causam um "apagão de projetos".
Abaixo temos um vídeo de uma entrevista com Thomaz zanotto, que é diretor do Departamento de Relações Internacionais de Comércio da Fiesp falando sobre o assunto:
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